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Um colapso de grandes economias da zona do euro poderia reduzir o comércio britânico em 7 por cento e provocar perdas equivalentes a 7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) aos bancos britânicos devido à exposição deles a bancos da zona do euro e a títulos soberanos, acrescentou.
Países na Europa central e na Escandinávia, assim como nações exportadoras de commodities da África, como Costa do Marfim e Moçambique, também estão entre as 17 economias classificadas como em estado de "risco extremo".
Os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, também estão altamente expostos, mostrou o estudo.
Polônia, Hungria e República Tcheca, membros da União Europeia, estão em segundo, terceiro e quarto lugares em termos de risco, enquanto Suécia e Dinamarca aparecem em oitavo e nono lugares.
Muitos países africanos, fortemente dependentes do comércio com a zona do euro, estão no topo da lista, com Mauritânia, Moçambique, Marrocos e Costa do Marfim compondo parte do grupo de 17 países com exposição "extrema" à crise europeia.
Tunísia, Egito e Líbia, países que foram palco das revoltas da Primavera Árabe, estão atrás, enquanto Rússia, Brasil e Índia também foram classificados como nações em alta exposição à crise na zona do euro.
Do grupo dos Brics, formado pelas principais economias emergentes, apenas a China foi apontada com não mais do que uma exposição média.
"Essas economias (dos Brics) não estão totalmente isoladas da desaceleração devido às relações comerciais e de investimentos com a Europa, e uma escalada na crise da zona do euro poderia agravar ainda mais a desaceleração doméstica nas previsões de crescimento entre os Brics", disse o estudo.
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