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BERLIM (Reuters) - Governos europeus decidiram em princípio ajudar a endividada Grécia, afirmou nesta terça-feira um político governista alemão, no que pode ser o primeiro resgate de um membro da zona do euro em 11 anos de história da moeda única europeia.
De acordo com essa fonte, há várias opções sendo cogitadas e nenhuma decisão foi tomada, embora o mais provável seja uma oferta de "ajuda bilateral."
Os comentários são o sinal mais claro até agora de que a Alemanha, potência econômica dentro da UE, pode estar disposta a intervir para evitar uma crise de confiança na união monetária de 16 países, o que tem abalado mercados em todo o planeta.
O porta-voz do governo alemão, Ulrich Wilhelm, qualificou de "infundados" os relatos de que uma decisão já teria sido tomada, mas o jornal Financial Times Deutschland também afirmou que Berlim estaria preparando um pacote de ajuda a Atenas.
O Wall Street Journal afirmou que a Alemanha cogita assumir a liderança em um plano com parceiros da UE para oferecer garantias de empréstimos à Grécia e a outros países da zona do euro, num esforço para acalmar os mercados quanto ao temor de uma moratória.
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, discutiu a ideia nos últimos dias com o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, segundo reportagem no site do Wall Street Journal, citando uma fonte não identificada.
A reportagem surge a dois dias de uma cúpula da União Europeia que deve discutir a crise da dívida grega. Joaquín Almunia, que está deixando o cargo de comissário (ministro) europeu de Assuntos Monetários, alimentou as especulações sobre um resgate ao pedir aos líderes do continente que usem sua reunião de quinta-feira para ajudar a Grécia, em troca de drásticas reformas fiscais.
"Eu gostaria que os líderes da Europa dissessem às autoridades gregas que, em troca dos esforços que vocês (gregos) estão fazendo, vocês terão apoio nosso", disse Almunia ao Parlamento Europeu.
"Não se tem apoio de graça. Isso iria simplesmente lançar as bases para novos desequilíbrios e crises. Temos instrumentos para fornecer isso em troca de compromissos claros de que eles irão cumprir suas responsabilidades", disse Almunia.
O ministro das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, cujo país também foi atingido pelas turbulências do mercado, disse à Reuters que tem certeza quanto à ajuda para a Grécia se isso for necessário, embora os tratados da UE não antevejam tal assistência.
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