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O governo tem implementado novas medidas para tentar conter a valorização do real em relação ao dólar.
A primeira delas foi a taxação do capital estrangeiro sobre operações em renda fixa e ações por meio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Nesta semana, as transações com recibos de ações brasileiras no exterior foram submetidas à alíquota de 1,5%.
A mais nova medida, que está em estudo, consiste na liberação dos fundos de investimento multimercados -destinados a pessoas com maior apetite por risco- a aumentar suas aplicações no exterior, segundo informou o jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (20/11).
O objetivo do governo é retirar o limite atual de 20% do patrimônio para as aplicações desses fundos fora do país. Dessa forma, a saída de moeda estrangeira seria facilitada.
No entanto, com uma das maiores taxas de juros, de 8,75% ao ano, o Brasil continuará sendo muito atrativo para os investidores estrangeiros. Segundo dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), 40 fundos multimercados têm aplicações no exterior, que somam 562,3 milhões de reais, o que representa cerca de 5% do patrimônio deles.
Um fundo multimercado pode misturar aplicações em renda fixa, moedas, ouro, ações e outros instrumentos mais complexos como os mercados de opções, dívida, futuros - dentro e fora do país. São investimentos que oferecem mais risco e buscam mais rentabilidade.
De acordo com a Folha, continua em estudo a permissão de depósito lá fora, tendo em vista as garantias dadas pelos investidores estrangeiros na compra de ações na Bolsa de Valores brasileira. O Banco Central segue buscando mecanismo para dar segurança jurídica de que essas garantias poderiam ser acessadas em caso de necessidade.
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