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Imóveis | 04/11/2013 11:38

Governo do Brasil ignora advertência de Shiller sobre bolha

Apesar do alerta do Prêmio Nobel, o governo Dilma está impulsionando a demanda para ajudar as pessoas a comprarem mais casas enquanto os preços sobem

David Biller e Blake Schmidt, da

Wilson Dias/ABr

Dilma e o projeto Minha Casa, Minha Vida

Dilma e o projeto Minha Casa, Minha Vida: o programa de construção de casas de Dilma impulsionou a demanda com o objetivo de estimular a economia antes das eleições 

Rio de Janeiro e São Paulo - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, está ignorando as advertências sobre uma bolha imobiliária e impulsionando a demanda para ajudar as pessoas a comprarem mais casas enquanto os preços sobem.

O governo aumentou o limite de preços que as pessoas podem pagar por propriedades com o fundo de garantia por desemprego em 30 de setembro, depois que os empréstimos imobiliários dos bancos públicos mais do que quadruplicaram os dos bancos privados nos dois anos finalizados em junho, totalizando R$ 202 bilhões (US$ 90 bilhões), segundo dados do Banco Central.

O programa de construção de casas de Dilma impulsionou a demanda com o objetivo de estimular a economia antes das eleições presidenciais do ano que vem. Seis semanas antes de obter o Prêmio Nobel de Economia, Robert Shiller advertiu que essa demanda poderia estar potencializando uma bolha, já que os preços das propriedades crescem duas vezes mais rapidamente que a renda.

A dívida hipotecária como porcentagem da renda disponível das famílias chegou ao recorde de 15 por cento, quase o dobro do nível no começo do mandado de Dilma.

“É aí que está acontecendo algo no mercado de crédito e, como o governo está muito preocupado com o crescimento, eles não vão deter essa festa”, opina Tony Volpon, diretor de pesquisa para mercados emergentes da Nomura Holdings Inc., em entrevista por telefone de Nova York. “Haja ou não uma bolha, é um futuro problema. Eu não vejo um incentivo político” para reduzir os empréstimos hipotecários.

As maiores cidades

Os créditos para propriedades no Brasil continuam sendo uma parte relativamente pequena do PIB e do crédito total em comparação com outros mercados emergentes, e o crescimento tem sido rápido devido a uma base pequena, declarou aos jornalistas Túlio Maciel, diretor do departamento de pesquisa econômica do Banco Central, em 29 de outubro em Brasília.

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