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Edifício do Banco Central: Segundo analistas, medidas são consequência de uma conjuntura internacional desfavorável representada pela queda da demanda na Europa,
Rio de Janeiro - A crise europeia acendeu sinais de alerta na economia brasileira pelo impacto negativo no crescimento, cuja projeção oficial foi novamente rebaixada nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC), enquanto o governo lança medidas de estímulo a diversos setores.
A autoridade monetária reduziu de 3,5% para 2,5% sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, em sintonia com o mercado financeiro, que nesta semana rebaixou sua projeção de 2,30% para 2,18%.
Segundo analistas, isso é consequência de uma conjuntura internacional desfavorável representada pela queda da demanda na Europa, pela desaceleração da China e pelo baixo crescimento econômico dos Estados Unidos, fatores que reduzem a demanda de produtos brasileiros e agravam a situação da indústria já abalada pela valorização do real frente ao dólar.
''Agora esse cenário nos preocupa, mas não nos amedronta'', disse na quarta-feira a presidente Dilma Rousseff ao anunciar um novo pacote de R$ 8,434 bilhões para estimular a economia mediante compras governamentais.
Esse pacote se soma a outros milionários programas de incentivos fiscais e creditícios apresentados nos últimos meses para ajudar a indústria, um dos motores da economia nacional, e especialmente setores como o automotivo, o têxtil e o de eletrodomésticos.
Dilma disse que o Brasil tem recursos para continuar crescendo, mas pediu à sociedade que tenha consciência da necessidade de manter a disciplina fiscal porque, em sua opinião, ''a situação internacional é diferente''.
''Nós não podemos ter a soberba de achar que podemos brincar à beira do precipício'', alertou a governante, ao ressaltar que o objetivo é ''proteger a produção e os empregos''.
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