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Mudanças irão valer para as cadernetas abertas a partir de amanhã ou para os depósitos em cadernetas antigas feitos a partir de amanhã
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje as mudanças nas regras de rendimentos da poupança, que passam a valer amanhã. A novidade é que o rendimento será atrelado à taxa básica de juros sempre que ela for igual ou inferior a 8,5% ao ano. As cadernetas existentes até hoje seguirão a regra antiga (veja a cobertura completa).
As mudanças irão valer para as cadernetas abertas ou para os depósitos em cadernetas antigas feitos a partir de amanhã. Como a Selic está em 9,0%, a remuneração segue a mesma para todas as cadernetas, por enquanto.
De acordo com o novo modelo, a remuneração da poupança será alterada sempre que a Selic estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Nessas condições, a poupança será remunerada pela Taxa Referencial (TR) mais 70% da Selic. Quando a Selic estiver acima desse patamar, vale a regra atual.
"A mudança é mínima e não afeta os interesses dos correntistas", disse Mantega, em entrevista coletiva. “A nova poupança continuará sendo uma boa aplicação. A antiga, nem se fale. É ótima”, disse o ministro.
Atualmente há cerca de 100 milhões de cadernetas de poupanças ativas, que representam 430 bilhões de reais aplicados, de acordo com Mantega. Essas aplicações seguem com as regras inalteradas. O cálculo da TR também não será modificado, segundo o ministro.
Hoje, o cálculo dos rendimentos de poupança é feito com base na remuneração básica (Taxa Referencial) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. A poupança também tem isenção de imposto de renda, o que será mantido.
Segundo Mantega, a medida dá espaço ao Banco Central para continuar reduzindo a taxa básica de juros, sem que haja uma fuga dos grandes investidores dos fundos de renda varável e títulos públicos para a poupança. "É uma medida necessária para continuar a baratear o crédito e manter o consumo aquecido, garantindo o crescimento do PIB", disse.
De acordo com o ministro, o governo conta com o apoio necessário no Congresso para manter a nova regra em vigor. “Fizemos reunião com líderes da base aliada e não houve nenhuma voz destoante”, disse. A Medida Provisória que estabelece as mudanças será editada amanhã, pela presidente Dilma Rousseff.
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