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Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, apresentou suas propostas para combater o déficit
Madri - A luta contra a fraude fiscal e a redução do número de instituições públicas formam parte das novas medidas para sanear as contas públicas anunciadas nesta quinta-feira pelo governo da Espanha, que chamou a atenção de bancos e comunidades autônomas com relação a seus balanços.
Quinze dias depois de assumir o poder e uma semana depois do primeiro plano combinando de cortes por 8,900 bilhões de euros e aumento dos impostos em 6,300 bilhões, a equipe do conservador Mariano Rajoy pretende recuperar cerca de 8,200 bilhões de euros da economia marginal.
A economia ilegal representa, segundo vários estudos, cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol, sendo que as últimas medidas para reduzi-la não surtiram efeito.
O novo governo italiano quer reforçar o controle das empresas e "limitar o uso de pagamento em espécie em determinadas transações", explicou a porta-voz e número dois do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, ao término do Conselho de Ministros.
"Também é preciso redimensionar o setor público", disse ela, que conta com mais de 4.000 empresas e fundações, em sua maioria nas comunidades autônomas, segundo a própria Soraya.
"O objetivo fundamental é o controle do déficit público", afirmou.
As contas públicas em 2011 possuem um déficit que pode superar os 8% do PIB, muito superior à meta de 6%, como reconheceu na segunda-feira o ministro da Economia, Luis de Guindos.
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