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Moeda de Euro na frente da bandeira da Espanha: nas previsões apresentadas hoje, o FMI prevê que a taxa de desemprego anual chegue a 24,9% neste ano
Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta sexta-feira que espera uma recessão mais profunda na Espanha em 2012 e 2013, com contrações da economia de 1,7% e 1,2%, respectivamente, devido às últimas medidas de ajuste anunciadas pelo governo.
"As novas medidas de consolidação fiscal terão um impacto significativo no crescimento, especialmente em 2013", indicou o FMI no relatório final do Artigo IV sobre a economia espanhola, cujas previsões para o próximo ano são muito mais pessimistas que a contração de 0,5% que o governo espanhol espera.
O Fundo, que inclui em seus cálculos pela primeira vez as medidas de ajuste de 65 bilhões de euros aprovadas pelo Executivo neste mês, piorou sua previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano em dois décimos e a duplicou para 2013.
O relatório indica que a economia espanhola voltará ao crescimento em 2014, com uma expansão do 0,9%, e continuará nessa tendência até 2017, horizonte máximo das previsões do FMI, quando se espera um aumento de 1,7%.
O FMI reconhece que, após os ajustes do déficit esperados para 2012 e 2013, a economia espanhola estará mais em linha com os objetivos pactuados com a Europa, mas poderiam ser necessárias mais medidas no futuro, como uma nova alta do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) "para 2014 e além", advertiu.
Já na apresentação das conclusões prévias deste mesmo relatório no mês passado, o FMI pediu uma alta imediata do IVA, a redução de salários públicos e rebaixamento de algumas prestações sociais, recomendações que coincidiram com as medidas adotadas posteriormente pelo governo espanhol.
Segundo os novos dados do FMI, o déficit passará dos 8,9% do ano passado para 6,3% em 2012 (como prevê o governo), e em 2013 será de 4,7%, dois décimos acima do esperado pelas autoridades espanholas.
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