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Situação | 27/07/2012 15:05

FMI elogia Espanha, mas adverte sobre UE e mercados

Fundo disse que a crescente pressão do mercado sobre a Espanha e o aumento dos custos dos empréstimos podem trazer consequências negativas para o resto da Europa

Julien Toyer, da

Andres Stapff/Reuters

Christine Lagarde, diretora do FMI, discursa em Los Cabos, no México

Christine Lagarde, diretora do FMI: "No geral, as autoridades da Espanha têm sido proativas na adoção de medidas contra a crise", disse o fundo em seu relatório

Madri - O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a Espanha nesta sexta-feira pelas medidas que o país está adotando para enfrentar a crise, mas alertou que o seu sucesso depende dos passos que estão sendo tomados no âmbito da União Europeia (UE) e de uma menor tensão nos mercados de dívida soberana.

Em seu relatório anual sobre a economia espanhola, o FMI disse que a crescente pressão do mercado sobre a Espanha e o aumento dos custos dos empréstimos podem trazer consequências negativas para o resto da Europa.

"No geral, as autoridades da Espanha têm sido proativas na adoção de medidas contra a crise, com uma significativa intensificação nos últimos meses", disse o fundo em seu relatório.

"As ações já tomadas e as primeiras a que serão adotadas no futuros irão contribuir decisivamente para a melhora da situação econômica", disse.

"No entanto, o sucesso dependerá também do progresso contínuo na Europa do fortalecimento da união monetária e redução do estresse nos mercados de dívida soberana." O FMI disse que a reestruturação do sistema financeiro, para o qual a Espanha buscou uma linha de crédito de até 100 bilhões de euros, e o último pacote fiscal, assim como uma agenda ambiciosa de reformas estruturais, tem o potencial de reconstruir a confiança e colocar a economia novamente num caminho sustentável.

No entanto, insistiu o fundo como nos relatórios anteriores, há espaço para austeridade mais amena nos próximos dois anos para evitar que a recessão acentue-se ainda mais.

A Espanha, o mais recente país na linha de frente da crise da dívida de dois anos e meio da zona do euro, está sob forte pressão do mercado devido à mistura tóxica de contração da economia, alto desemprego, regiões altamente endividadas e bancos em dificuldade após a explosão de uma bolha imobiliária de uma década há quatro anos.

Os custos de empréstimo do país atingiram novas máximas na história do euro esta semana, mas caíram na quinta e sexta-feiras depois que importantes autoridades europeias disseram estar prontas para agir a fim de apoiar a Espanha.

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