Aguarde...
BasileiaAprovada MP que impõe novas regras ao sistema financeiro
EventosPAC do Turismo terá R$ 680 mi para centros de convenções
CarrosPessimismo volta à indústria de automóveis na União Europeia
PassagensTarifas de ônibus responderam por 83% da inflação em SP
InflaçãoPolítica reduz repasse do dólar a preços, diz Tombini
Política neutraTombini nega uso do câmbio para estabilizar inflação
CombustíveisRelação entre preços do etanol e gasolina cai a 64,84%
VeículosJunho já soma 167 mil autos e comerciais leves vendidos
Banco CentralInflação em 12 meses tem tendência de alta, para Tombini
PropostasG-8 fecha acordo para combater evasão e fraude fiscal
Christine Lagarde, diretora do FMI: "No geral, as autoridades da Espanha têm sido proativas na adoção de medidas contra a crise", disse o fundo em seu relatório
Madri - O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a Espanha nesta sexta-feira pelas medidas que o país está adotando para enfrentar a crise, mas alertou que o seu sucesso depende dos passos que estão sendo tomados no âmbito da União Europeia (UE) e de uma menor tensão nos mercados de dívida soberana.
Em seu relatório anual sobre a economia espanhola, o FMI disse que a crescente pressão do mercado sobre a Espanha e o aumento dos custos dos empréstimos podem trazer consequências negativas para o resto da Europa.
"No geral, as autoridades da Espanha têm sido proativas na adoção de medidas contra a crise, com uma significativa intensificação nos últimos meses", disse o fundo em seu relatório.
"As ações já tomadas e as primeiras a que serão adotadas no futuros irão contribuir decisivamente para a melhora da situação econômica", disse.
"No entanto, o sucesso dependerá também do progresso contínuo na Europa do fortalecimento da união monetária e redução do estresse nos mercados de dívida soberana." O FMI disse que a reestruturação do sistema financeiro, para o qual a Espanha buscou uma linha de crédito de até 100 bilhões de euros, e o último pacote fiscal, assim como uma agenda ambiciosa de reformas estruturais, tem o potencial de reconstruir a confiança e colocar a economia novamente num caminho sustentável.
No entanto, insistiu o fundo como nos relatórios anteriores, há espaço para austeridade mais amena nos próximos dois anos para evitar que a recessão acentue-se ainda mais.
A Espanha, o mais recente país na linha de frente da crise da dívida de dois anos e meio da zona do euro, está sob forte pressão do mercado devido à mistura tóxica de contração da economia, alto desemprego, regiões altamente endividadas e bancos em dificuldade após a explosão de uma bolha imobiliária de uma década há quatro anos.
Os custos de empréstimo do país atingiram novas máximas na história do euro esta semana, mas caíram na quinta e sexta-feiras depois que importantes autoridades europeias disseram estar prontas para agir a fim de apoiar a Espanha.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados