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O presidente do Fed, Ben Bernanke: Bernanke comentou ainda sobre o escândalo das manipulações da taxa interbancária Libor, classificando-o como "muito preocupante"
Washington - O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse nesta terça-feira em discurso no Congresso norte-americano que os dados sobre a economia do país têm sido decepcionantes e que a redução do número de desempregados e a recuperação da economia devem ser frustrantemente lentas.
Segundo Bernanke, os indicadores recentes representam um revés para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes das eleições presidenciais de novembro.
O presidente do Fed fez ainda em seu discurso uma avaliação sombria das perspectivas para a economia mais importante do mundo, prevendo um desempenho lento da economia para este ano e para o próximo e um futuro repleto de armadilhas tanto para os EUA quanto para a Europa.
"Dado que o crescimento é projetado para ficar em um nível que absorva as novas levas da força de trabalho, a redução dos níveis de desemprego tem sido frustrantemente lenta", afirmou Bernanke em seu discurso semestral.
Depois de um modesto crescimento de 2% no primeiro trimestre do ano, Bernanke disse que o segundo deverá apresentar um desempenho ainda pequeno.
"Membros da equipe do Fed preveem que o crescimento pode se entre 1,9 e 2,4% este ano", afirmou. "Estas previsões são piores que as feitas em janeiro", completou.
Com a taxa de desemprego ainda em 8%, mesmo após quase quatro anos desde o ápice da crise, alguns investidores podem entender que a fala de Bernanke é um anúncio de que mais medidas de estímulo devem ser tomadas. Contudo, apesar do tom calamitoso, Bernanke não indicou que nenhuma medida nova estaria prestes a ser implantada.
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