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Ben Bernanke, presidente do FED, disse também que o órgão está preparado para recomprar títulos suplementares nos mercados
Brasília – Pela primeira vez na história, os Estados Unidos adotarão uma meta para a inflação. O Federal Reserve (FED), banco central norte-americano, anunciou ontem (25) que definiu um objetivo de inflação anual de 2%, taxa que deverá contribuir para que o país alcance o pleno emprego (quando a taxa de desemprego recua para o nível considerado “natural” para as características de determinada economia).
“Comunicar claramente este objetivo da inflação ao público vai contribuir para proteger com firmeza as expectativas de inflação de longo prazo e, dessa forma, encorajar a estabilidade de preços e das taxas de juro de longo prazo e melhorar a capacidade do comitê de promover o pleno emprego em períodos de perturbações econômicas consideráveis”, destaca o comunicado divulgado pela autoridade monetária dos Estados Unidos.
Em entrevista coletiva, o presidente do FED, Ben Bernanke, disse que o órgão está preparado para recomprar títulos suplementares nos mercados para apoiar, se for preciso, a recuperação da economia norte-americana. “Se a inflação for inferior [ao novo objetivo do FED, de dois por cento] e a queda do desemprego demasiado lenta, então haverá argumentos a favor de medidas suplementares”, incluindo compra de títulos no mercado, declarou.
Ao recomprar títulos públicos, o FED injeta dinheiro na economia, o que estimula a atividade produtiva. A compra e venda desses papéis cabe ao Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), gerido pelo FED. A meta de inflação de 2%, no entanto, só será atingida em 2014. Os membros do Fomc estimam que o aumento de preços ficará entre 1,4% e 1,8% neste ano e entre 1,4% e 2% em 2013.
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