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Confiança | 17/07/2012 16:55

Famílias estão menos otimistas sobre situação socioeconômica

O índice passou de 66,8% em maio para 65% em junho

Roberta Lopes, da

Alexandre Battibugli/EXAME.com

Trabalhadores da construção civil em São Paulo

Trabalhadores da construção civil em São Paulo: 80,2% das famílias disseram ter boas expectativas quanto à segurança do emprego pelo responsável no domicílio

Brasília - As famílias brasileiras estão otimistas quanto à sua situação socioeconômica para os próximos anos, mas a confiança é menor com relação aos próximos meses. É o que mostra o Índice de Expectativa das Famílias (IEF) do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). No mês de junho, o índice geral registrou 68,5 pontos, 1,5 ponto acima do registrado no mês anterior, número considerado otimista pelos parâmetros da sondagem.

A pesquisa mostra, entretanto, que as famílias estão um pouco menos otimistas quanto à situação econômica para os próximos 12 meses. O índice passou de 66,8% em maio para 65% em junho. Essa queda é resultado de uma baixa nos índices de quase todas as regiões, na comparação entre maio e junho. Contudo, para os próximos cinco anos, as famílias aumentaram o grau de otimismo: o índice ficou em 63% no mês passado, contra 62% em maio.

O índice varia de 0 a 100 e é composto por cinco dimensões, sendo uma delas a expectativa da família sobre a situação econômica nacional. Também são medidas a percepção da família sobre a condição financeira passada e a expectativa sobre a condição futura; a expectativa da família sobre decisões de consumo; a expectativa da família sobre o endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; e a expectativa da família sobre o mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento de melhora profissional futura.

Quanto à situação financeira, 75% das famílias disseram estar financeiramente melhor hoje do que no ano anterior. Apesar disso, esse índice sofreu uma queda em relação ao mês de maio (2,3 pontos). O que puxou o resultado para baixo foi o fato de as famílias com renda de até um salário mínimo e as que têm renda entre quatro e cinco salários mínimos estarem pouco otimistas quanto à melhoria de sua renda.

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