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Análise | 05/09/2012 18:21

Expectativas criadas pelo BCE ameaçam decepcionar

Draghi deverá revelar, ao término da reunião do conselho de governadores do BCE, um novo plano de compra de bônus estatais no mercado secundário da dívida

Ouerdya Aït-Abdelmalek, da

©AFP / John Thys

O presidente do BCE, Mario Draghi (e), chega a uma reunião em Bruxelas

O presidente do BCE, Mario Draghi (e), chega a uma reunião em Bruxelas: Para Paul Donovan, do UBS, os mercados não devem esperar importantes anúncios de Draghi

Frankfurt - As expectativas criadas pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE) sobre uma possível ação para preservar a Zona do Euro poderão ser frustradas na reunião mensal da instituição, nesta quinta-feira, apontam analistas.

Draghi deverá revelar, ao término da reunião do conselho de governadores do BCE, um novo plano de compra de bônus estatais no mercado secundário da dívida. Esse plano foi sugerido no princípio de agosto devido aos altos custos para emitir bônus de países como Espanha ou Itália, respectivamente 4ª e 3ª economias da Zona Euro.

"O BCE pode realizar operações no mercado da dívida para alcançar seu objetivo", havia declarado Monti no dia 2 de agosto, afirmando que a instituição monetária de Frankfurt (oeste) está pronta para fazer todo o possível para garantir a viabilidade da Zona Euro.

Os mercados esperam, portanto, saber até onde o BCE está disposto a chegar.

Contudo, diante da resistência do Banco Central alemão, que passou a ofensiva através da imprensa, as dúvidas persistem e alimentam a febre dos investidores.

"Os que esperam detalhes explícitos (na quinta-feira) podem ficar decepcionados", disse Marco Valli, economista-chefe para a Zona Euro do UniCredit.

Para Valli, Draghi "será impreciso" e se limitará a repetir sua mensagem do mês anterior, como consequência ao efeito inverso do desejado, ou seja, uma volatilidade acentuada no mercado financeiro, uma nova alta das taxas de risco para os países mais frágeis e o desgaste da moeda comum.

"Caso comecem os anúncios, há uma forte probabilidade de que eles afetem muito a dinâmica do mercado", disse por sua vez Hiromichi Shirakawa, operador de câmbio do Credit Suisse.

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