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No entanto, como advertiram insistentemente os sócios internacionais da Europa, não há tempo a perder.
"Em alguns aspectos foi uma cúpula do G20, em outros foi uma reunião preparatória para a cúpula europeia", afirmou David Shorr, um especialista americano em política externa da Fundação Stanley, que estuda governança global.
"Consistiu em líderes de fora da Europa manifestando suas preocupações sobre como a crise pode transbordar sobre eles. Os novos recursos para o FMI são uma porta corta-fogo para se proteger contra isso", explicou.
As potências emergentes, lideradas por China, Índia, Rússia e Brasil, entraram em acordo no México para reforçar a capacidade financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 456 bilhões de dólares, com a clara condição de que a Europa coloque a casa em ordem.
"Há uma ameaça de ação rápida, um contágio financeiro que leve quase imediatamente a um congelamento do crédito", advertiu Shorr.
"Mas há outra ameaça de ação mais lenta, que é o segundo pior cenário possível: uma grave dupla recessão na Europa que arraste o resto da economia global com ela", comentou.
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