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Europa | 08/02/2012 17:45

Eurogrupo convoca reunião sobre Grécia para quinta-feira

Os ministros das Finanças do bloco vão debater um novo pacote de resgate ao país

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Louisa Gouliamaki/AFP

Bandeiras da Grécia e da União Europeia

A Grécia ainda debate os cortes necessários para receber um novo pacote de ajuda

Bruxelas - Os ministros das Finanças da zona do euro, que conformam o chamado Eurogrupo, se reunirão nesta quinta-feira para falar sobre o segundo pacote de resgate financeiro à Grécia, ainda em debate entre os membros do governo de Atenas, informou nesta quarta-feira o presidente do grupo, Jean-Claude Juncker.

O encontro do Eurogrupo, que será realizado a partir das 18h locais (15h de Brasília) em Bruxelas, leva a crer num acordo entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e os líderes dos partidos de coalizão nesta quarta-feira para que se comprometam a respaldar e aplicar as medidas de ajuste e reformas estruturais estipuladas com a 'troika' em troca do segundo resgate.

Juncker anunciou o encontro ministerial enquanto Papademos e os líderes dos partidos da aliança governista na Grécia - social-democratas, conservadores e extrema-direita - continuavam reunidos.

Fontes europeias insistiram nos últimos dias que só se convocaria uma reunião do Eurogrupo se todos os elementos do segundo pacote de resgate estivessem acertados ou praticamente concluídos.

O segundo resgate prevê uma ajuda financeira de 130 bilhões de euros e um perdão de pelo menos metade da dívida grega atualmente em títulos controlados por bancos, seguradoras e fundos. O objetivo é que o país possa reduzir sua dívida de 160% para 120% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

Em princípio, se estabelecia um perdão nominal de 50% para o setor privado, mas os bancos já admitem que terão de assumir perdas líquidas de 70% sobre seus bônus para garantir a sustentabilidade da dívida grega.

A Grécia necessita o mais rápido possível do aval de seus parceiros para receber as primeiras injeções da ajuda de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI), já que no próximo dia 20 de março terá de enfrentar um pagamento de 14,5 bilhões de euros em vencimentos de dívida e, se não conseguir ajuda internacional até então, terá de ser declarada moratória.

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