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Importações | 30/03/2012 22:25

EUA e UE criticam na OMC restrições comerciais argentinas

O governo argentino de centro-esquerda tem adotado diversas restrições a importações nos últimos anos

AFP

Sede da OMC'

Em fevereiro, a presidente Cristina Kirchner adotou um novo sistema para pré-aprovar praticamente todas as compras do exterior

São Paulo - A Argentina sofreu fortes críticas na sexta-feira na Organização Mundial do Comércio, onde os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão e dez outros países acusaram-na de adotar regras burocráticas para tentar impedir importações.

O governo argentino de centro-esquerda tem adotado diversas restrições a importações nos últimos anos - algumas heterodoxas -, na tentativa de blindar a indústria local e proteger seu superávit econômico, que em 2011 encolheu 11 por cento, ficando em 10,4 bilhões de dólares.

Em fevereiro, a presidente Cristina Kirchner adotou um novo sistema para pré-aprovar (ou rejeitar) praticamente todas as compras do exterior.

"Parece que esse novo sistema está operando na prática como um esquema de restrições a importações sobre todos os produtos", disse o embaixador norte-americano junto à OMC, Michael Punke, segundo transcrição entregue à Reuters por um dos participantes.

Os críticos descrevam a política argentina como "incompatível com um membro da OMC" e "particularmente perturbadora" por limitar perspectivas favoráveis de crescimento para o comércio.

Eles exigiram que a Argentina tome medidas imediatas para revogar essas políticas, sob pena de sofrer processos na OMC.

A Argentina também tem pressionado os importadores a realizarem exportações para compensarem a compra de produtos estrangeiros. Isso leva a contratos estranhos, como a montadora BMW exportar arroz, por exemplo.

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