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O setor bancário espanhol ficou debilitado desde o estouro da bolha imobiliária de 2008
Madri - O governo da Espanha aprovará na sexta-feira uma nova reforma do setor bancário visando resgatá-lo após os excessos decorrentes da bolha imobiliária. Para isso, no entanto, o país provavelmente terá que aportar fundos públicos, dizem analistas.
A ideia desta reforma é obrigar os bancos a se protegerem em tempos de crise, incitando-os a fusões com outros estabelecimentos e a aumentar suas provisões para compensar a depreciação dos ativos imobiliários.
O setor ficou bastante debilitado desde o estouro da bolha imobiliária de 2008, com um alto risco de inadimplência e um grande número de terrenos e imóveis embargados.
Os ativos imobiliários, considerados "problemáticos" - já que seu valor é incerto -, somaram, segundo o Banco da Espanha, 176 bilhões de euros em junho de 2011, uma cifra que seguramente aumentou desde então.
Para cobrir as eventuais perdas na hora de vender estes ativos, os bancos deixaram de lado uma terceira parte desta soma, mas as autoridades consideram-na insuficiente.
O ministro de Economia, Luis de Guindos, cifrou em 50 bilhões de euros as novas provisões para sanear totalmente o setor.
O ministro pediu aos bancos para que utilizem para isso seus lucros, o que as instituições já começaram a fazer.
O Banco Santander, por exemplo, número um da zona do euro por capitalização, apresentou forte queda de seu lucro líquido no quarto trimestre de 2011, após ter realizado importantes gastos para proteger seus ativos imobiliários de maior risco, segundo cifras publicadas na terça-feira.
O lucro líquido do banco subiu 47 milhões de euros (quase 62 milhões de euros), uma queda de 98% com relação aos 2,101 bilhões de euros (2,770 bilhões de dólares) publicados no mesmo período de 2010. A cifra é bastante inferior às expectativas dos analistas, sendo que o consenso citado pelo DowJones Newswires havia previsto 1,7 bilhão de euros.
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