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Euro: a taxa de risco espanhola chegou a 542 pontos
Bruxelas - Fontes do governo da Espanha disseram nesta quinta-feira que o país está aberto a qualquer uma das opções que estão sobre a mesa de debates para reduzir a pressão sobre a dívida soberana e não prioriza nenhuma delas.
Os países da zona do euro trabalham atualmente em quatro ideias principais para responder a curto prazo às dificuldades de financiamento de países como a Espanha. Nesta quinta-feira, a taxa de risco do país chegou a 542 pontos e o yield (taxa de retorno) dos bônus com vencimento em dez anos atingiu cerca de 7%, patamar que em outras ocasiões foi motivo para resgate financeiro.
As discussões ocorrem em vários encontros paralelos à cúpula de chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE), concentradas na reunião dos líderes da zona do euro que será realizada nesta sexta-feira também em Bruxelas.
As reuniões desta quinta-feira contam com a presença do diretor-geral do Tesouro espanhol, Íñigo Fernández de Mesa, e o secretário de Estado do Escritório Econômico do governo, Álvaro Nadal, indicaram fontes diplomáticas.
Sobre a mesa de negociações, figura a possibilidade de os fundos europeus de resgate comprarem títulos da dívida soberana no mercado primário dos países com problemas que estiverem cumprindo com seus compromissos de reforma, como destacou o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti.
Também se debate, segundo as fontes do Palácio de La Moncloa (sede do governo espanhol), a possibilidade de recapitalizar de forma direta os bancos espanhóis, ou seja, sem passar pelo Estado e, portanto, limitando o impacto do empréstimo nas contas públicas e na dívida soberana.
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