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Imigração | 10/02/2012 18:55

Equador vira porta de entrada para haitianos

O diretor adjunto do SJRM do Equador, Juan Villalobos, disse que a maioria dos imigrantes quer ir do Brasil até a Guiana francesa, para dar o salto à França

Núria Segura, da
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Wikimedia Commons

Equador

Equador é o único país da região, junto com o Chile, que não pede visto para entrar

Quito - O Equador se transformou na porta de entrada à América do Sul para imigrantes haitianos que vem ao Brasil buscar uma vida melhor que a de seu país, devastado por um terremoto em 2010, já que não possui a exigência de visto, segundo o Serviço Jesuíta para Refugiados e Migrantes (SJRM) de Quito.

No início de janeiro, em apenas três dias, chegaram 500 haitianos a Brasileia, uma cidade de 20 mil habitantes no Acre, onde já viviam cerca de 700 imigrantes em um alojamento improvisado.

Dados do governo brasileiro afirmam que cerca de 4 mil haitianos chegaram em seu território como imigrantes depois do terremoto de janeiro de 2010.

O diretor adjunto do SJRM do Equador, Juan Villalobos, disse que a maioria quer ir do Brasil até a Guiana francesa, para dar o salto à França.

Villalobos explicou que os haitianos entram na América do Sul pelo Equador porque é o único país da região, junto com o Chile, que não pede visto para entrar. Entretanto, o Chile exige que comprovem recursos econômicos para ingressar em seu território, por isso que optam pelo Equador, que não faz essa exigência.

A Agência Efe pediu uma declaração da Chancelaria de Quito sobre o tema, mas não obteve resposta.

Dois anos depois do terremoto, Villalobos afirma que 'ainda há mais de 500 mil pessoas vivendo em acampamentos, a cidade continua devastada, não há trabalho nem educação, não dá para cobrir as necessidades básicas', por isso que os haitianos decidem abandonar o país.

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