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Nessa semana, a Grécia viu a corrida aos bancos – em uma tentativa da população de ter euros caso o país retorne ao dracma, a antiga moeda grega
São Paulo – Amanhã a Grécia decide seu futuro - e o cenário econômico de boa parte do mundo. Com a eleição parlamentar, será possível saber se o povo grego vai apoiar as medidas de austeridade ou se opor a esse caminho, saindo da zona do euro, e iniciando uma guinada radical do país. Nesse contexto de princípio do fim, vale lembrar a trajetória da Grécia até a tragédia atual.
Entrada no Euro
Mesmo antes de entrar na Zona do Euro, a Grécia já gastava mais do que arrecadava e enfrentava problemas de inflação, além da dívida elevada. A população grega também tem fama de se aposentar cedo e não pagar impostos. Recentemente, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pediu aos gregos que parem de tentar evitar os impostos. O endividamento remonta inclusive aos gastos com a Olimpíada de 2004.
Quando o país entrou na Zona do Euro, os problemas se ampliaram. No final do ano passado, o então presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que a Grécia não estava preparada para entrar no euro – e que a entrada do país foi um erro. “Mais tarde ficou provado que a Grécia maquiou dados de sua dívida pública para garantir sua entrada no Euro”, disse Reginaldo Nogueira, coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec.
A entrada da Grécia na Zona do Euro gerou um boom de otimismo e queda nos juros, dificultando para o investidor a diferenciação das dívidas grega e alemã, por exemplo. “O governo grego aproveitou para se financiar e não fez ajuste fiscal”, disse Nogueira. Em 2011, o endividamento chegou a 165,3% do PIB.
Crise de 2008
A crise do subprime, em 2008, levou muitos investidores a ficarem relutantes em emprestar dinheiro ao país, que já tinha uma dívida alta. A economia passou a crescer menos, houve queda na arrecadação de impostos e o governo grego precisou aumentar os gastos sociais. “Uma dívida que já era muito alta tornou-se impagável”, disse Nogueira.
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