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Desemprego | 12/04/2012 17:10

Empregos na indústria de SP sem perspectiva de recuperação

Só em março foram cortadas 4,5 mil vagas, uma queda de 0,18% ante o resultado de fevereiro

Camila Maciel, da

Alexandre Battibugli/EXAME.com

Fábrica da ASVAC, em São Paulo

O setor que mais demitiu, no mês passado, foi o de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), que perdeu 2.463 vagas

São Paulo - A redução do nível de emprego na indústria paulista não deve mudar até o fim do ano. A previsão é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que apresentou hoje (12) os resultados da Pesquisa Mensal de Nível de Emprego. Só em março foram cortadas 4,5 mil vagas, uma queda de 0,18% ante o resultado de fevereiro. Comparado com março de 2011, a variação ficou em -2,1%, o pior número desde 2006.

“É um comportamento anormal para março, que costuma ser um mês de geração de empregos na indústria”, disse o diretor do Departamento de Pesquisa de Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. Ele aponta que não há sinais de reativação do mercado de trabalho industrial este ano. A tendência, para a Fiesp, é o ano fechar com resultado negativo.

O setor de açúcar e álcool foi uma das exceções, se comparado com os demais setores da indústria, pois ampliou o número de vagas em 0,17%. Nos demais segmentos, o número de empregos caiu 0,35%. Mas os números do setor sucroalcooleiro, no entanto, diminuíram se comparados com o mesmo mês de anos anteriores. Dentre as razões apontadas pelos técnicos da Fiesp para explicar esse desempenho está a concorrência do álcool hidratado com a gasolina.

O setor que mais demitiu, no mês passado, foi o de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), que perdeu 2.463 vagas. Em seguida, aparece o de produtos alimentícios, com redução de 1.536 vagas. Já o setor de preparação de couro e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados criou 1.744 empregos.

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