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Mario Monti, premiê italiano, se disse preocupado com as eleições na Grécia
Milão/Roma - A Itália está novamente flertando com o desastre econômico, disse neste sábado o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, enquanto era realizada em Roma uma enorme manifestação contra as medidas de austeridade, um dia antes da eleição parlamentar na Grécia, a qual ameaça desestabilizar toda a zona do euro.
"Nós já saímos da beira do precipício, mas o buraco agora está aumentando e pode nos engolir. Nós estamos novamente em crise", declarou Monti em uma cerimônia de inauguração perto de Milão.
Monti chegou o poder em novembro, assumindo o lugar do desacreditado primeiro-ministro Silvio Berlusconi, e aprovou um duro pacote de medidas de austeridade para tentar restabelecer a confiança dos investidores num momento em que o país, mergulhado na recessão, se encontrava à beira de um colapso no estilo grego.
As medidas, incluindo 24 bilhões de euros em novos impostos somente para este ano, levaram à queda do custo das dívidas italianas por um certo período. Mas o pacote de ajuda aos bancos da Espanha e a perspectiva de a Grécia sair do euro fizeram com que os juros dos títulos básicos italianos de 10 anos alcançassem novamente o pico, acima dos 6 por cento nos últimos dias.
Os juros que alcançaram 7 por cento resultaram em pacotes de resgate para Grécia, Portugal e Irlanda.
Enquanto isso, a austeridade combinada com uma reforma no mercado de trabalho, vista como uma ameaça aos trabalhadores de período integral, levou à queda na aprovação do governo de Monti, de 71 por cento, quando assumiu o cargo, para 33 por cento, segundo divulgou o instituto SWG na sexta-feira.
As políticas de Monti vêm sendo o foco de repetidas críticas dos três principais sindicados da Itália, que neste sábado promoveram uma marcha e criticaram o governo em discursos na Praça do Povo, em Roma.
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