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Presidente do BC, Alexandre Tombini: nos últimos meses, o governo anunciou diferentes pacotes de medidas para incentivar os setores mais afetados pela crise
Rio de Janeiro - Em desaceleração desde o ano passado, a economia brasileira, que cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano, se recuperará no segundo semestre, disse nesta segunda-feira o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.
O dirigente citou, em teleconferência com jornalistas estrangeiros, alguns sinais que já evidenciariam a recuperação e alegou que, por ser uma economia relativamente fechada ao exterior, o Brasil tende a sofrer menos as consequências das crises internacionais.
Segundo Tombini, o Brasil atravessa o que chamou de "uma típica desaceleração cíclica" pela primeira vez em muitos anos, que deve ser superada no segundo semestre, quando a economia recuperará seu ritmo de crescimento.
"Já temos sinais que amparam a visão de maior crescimento no segundo semestre, começando no terceiro trimestre", apesar de a desaceleração mundial continuar, afirmou o presidente do Banco Central.
"Estamos confiantes de que o crescimento em termos anualizados vai ser bem mais forte e que no último trimestre poderá chegar a 4%", acrescentou.
Entre os sinais de recuperação, citou a elevação dos créditos em junho, a redução dos estoques das fábricas e a reação da produção industrial graças à desvalorização do real frente ao dólar, que melhora a competitividade dos produtos brasileiros no exterior e desestimula as importações.
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