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"Super Mario" pode ser a esperança diante da crise europeia
Frankfurt - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deve cumprir sua promessa de fazer o que for preciso para proteger o euro quando as autoridades do banco central se encontrarem na quinta-feira, ou então enfrentar forte decepção de investidores famintos, e esperando por, uma ação imediata.
Nos comentários mais corajosos até agora, Draghi afirmou na semana passada que, dentro de suas responsabilidades, o BCE está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro, alimentando expectativas de que o BCE pode reativar seu programa de compra de títulos como fez um ano antes, quando começou a comprar dívida governamental da Espanha e da Itália.
Mas isso está longe de certo. Em vez disso, o BCE pode explorar novas ferramentas de política como compras totais de ativos, ou "quantitative easing", algo que seus pares Grã-Bretanha, Estados Unidos e Japão já estão usando para estimular o crescimento.
Também houve sugestões recentes de que o BCE pode autorizar bancos centrais nacionais a ampliar suas habilidades de compra de ativos.
O BCE está sob pressão intensa de dentro e de fora da zona do euro para intervir e colocar os altos custos de empréstimo de governos sob controle, à medida que a crise da dívida aprofunda-se e representa cada vez mais riscos para a economia global.
Refletindo o aumento da tensão, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, está viajando para a Alemanha, a maior economia da zona do euro e essencial para qualquer plano de resgate, nesta segunda-feira para encontrar-se com o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, e Draghi.
O presidente do BCE também se encontrará com o presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, um forte oponente ao programa de compra de títulos do BCE, antes da reunião de quinta-feira do BCE, de acordo com uma fonte do banco central.
"Com as expectativas altas, o escopo para decepção na reunião de política do BCE na quinta-feira é consideravelmente grande", afirmou Nicholas Spiro, do Spiro Sovereign Strategy.
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