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Por Silvana Rocha
São Paulo - O dólar comercial subiu 1,39% hoje e fechou as negociações cotado a R$ 1,75 no mercado interbancário de câmbio. Apesar da alta, no acumulado do mês a moeda americana registra baixa de 0,34% e do ano, queda de 25,05%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista avançou 1,49% no dia e fechou o pregão a R$ 1,7507.
Em meio à liquidez reduzida por causa do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, a valorização externa do dólar e as dúvidas de investidores locais sobre as possíveis deliberações da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) ampararam um salto das cotações no mercado interbancário até R$ 1,7550 durante a sessão vespertina. O encontro do CMN começou às 15 horas e terminou 13 minutos depois e como seus integrantes não votaram medidas relacionadas ao câmbio, como temia o mercado, o dólar desacelerou. Ainda assim, a cotação sustentou-se no nível de R$ 1,75. A taxa mínima registrada durante o dia ficou em R$ 1,732.
De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o CMN não colocou em pauta nenhum voto relacionado ao câmbio. "O BC não trouxe nenhum voto relacionado a isso, quem sabe na próxima reunião", disse o ministro. A próxima reunião do CMN está marcada para o dia 17 de dezembro. Bernardo informou ainda que foram aprovados oito votos hoje, sendo uma parte deles para o setor agrícola.
No leilão de compra de dólar realizado no fim da manhã, o Banco Central fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,738. A autoridade monetária informou à tarde que as reservas internacionais do País subiram US$ 514 milhões ontem, para US$ 237,312 bilhões no conceito de liquidez internacional.
No exterior, o feriado norte-americano também reduziu os negócios nos mercados e os investidores ficaram na defensiva. Isso por causa dos temores de inadimplência no pagamento da dívida do conglomerado Dubai World, que pertence ao governo de Dubai. O conglomerado Dubai World anunciou que vai paralisar por seis meses o pagamento de sua dívida, que totaliza US$ 60 bilhões, e não está ainda claro qual será a parcela desse montante atingida pela paralisação dos pagamentos. Sabe-se, no entanto, que a decisão abrange mais de US$ 3,5 bilhões em bônus emitidos pela unidade de ativos imobiliários do grupo, a Nakheel. Analistas tentavam dimensionar hoje o possível efeito do anúncio sobre grandes bancos mundiais.
A DP World, quarta maior operadora de portos do mundo e na qual a Dubai World tem uma fatia de 77%, está fora da interrupção dos pagamentos. A brasileira Odebrecht é parceira da DP World na compra de uma participação majoritária na Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), porto que está sendo construído em Santos.
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