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Fórum Social | 26/01/2012 21:23

Dilma quer criar polo de desenvolvimento na América Latina

De acordo com a presidente, o Brasil é um país "que quer construir com eles [países vizinhos] um polo de democracia e de desenvolvimento no mundo"

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Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma falando ao microfone

Dilma: "Nossos países não sacrificam a soberania diante das pressões, nossos países avançam no fortalecimento da soberania"

Porto Alegre - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira no Fórum Social Mundial que a América Latina 'avança no fortalecimento da soberania' e que o Brasil deseja construir um 'polo de desenvolvimento' com seus vizinhos.

De acordo com a presidente, o Brasil é um país que 'convive em harmonia com seus vizinhos da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que quer construir com eles um polo de democracia e de desenvolvimento no mundo'.

Dilma lembrou da sua participação no Fórum Social de 2001, quando, em sua opinião, foi reafirmada 'a ideia que outro mundo é possível'.

'Aqui estão os que não sucumbiram a um pensamento único', declarou Dilma diante de uma multidão que a recebeu com sonoros aplausos em Porto Alegre.

A presidente acrescentou que desde 2001 ocorreram muitos eventos mundiais, como a crise financeira internacional, mas garantiu que nesse período na América Latina aconteceram 'muitas coisas positivas'.

'Nossos países não sacrificam a soberania diante das pressões, nossos países avançam no fortalecimento da soberania', frisou.

Além disso, criticou a aplicação de medidas restritivas em alguns países que estão sofrendo com a crise financeira internacional por considerar que contribuem para aumentar o desemprego, a xenofobia e a exclusão.

A presidente disse que o país está 'ganhando' a batalha contra a desigualdade e a exclusão e acrescentou que o Brasil é na atualidade 'um país mais forte, mais desenvolvido e mais respeitado'.

Além disso, expressou sua solidariedade com os povos da África e do Oriente Médio e sua esperança que em breve se proclame um Estado soberano na Palestina.

No ato também estavam presentes outras autoridades e representantes da sociedade civil como o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e o representante da Bolívia na ONU, Pablo Solón. 

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