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Desenvolvimento | 31/08/2012 21:02

Dilma pede não ceder perante 'armadilhas' financeiras

No 34º período de sessões da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Dilma fez também um apelo ao fortalecimento da integração regional

Ueslei Marcelino/Reuters

A presidente Dilma Rousseff participa da 39ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

A presidente Dilma Rousseff: ''Não achamos que nosso desenvolvimento pode estar isolado do futuro de nossos vizinhos''

San Salvador - A presidente Dilma Rousseff estimulou nesta sexta-feira a América Latina e o Caribe a não ceder nos avanços em seu desenvolvimento frente às ''extravagâncias'' e ''armadilhas'' do sistema financeiro internacional.

Em mensagem que enviou aos participantes do 34º período de sessões da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), que aconteceu em San Salvador, capital de El Salvador, Dilma fez também um apelo ao fortalecimento da integração regional.

''O desenvolvimento e a igualdade estão de volta à região; não podemos aceitar que ciclos externos adversos e extravagâncias do sistema financeiro internacional façam nossos avanços retrocederem'', manifestou Dilma na carta, lida pelo chanceler brasileiro, Antonio Patriota, durante a reunião final do encontro.

Vários analistas vinculados à Cepal ''nos alertaram sobre essas armadilhas e nos mostraram alternativas'', ressaltou a governante.

Após resumir as conquistas sociais e econômicas do Brasil nos últimos anos, Dilma convocou os países da região a ''crescerem juntos combatendo a desigualdade'', como a Cepal coloca em sua proposta de mudança estrutural que centrou a reunião.

''Não achamos que nosso desenvolvimento pode estar isolado do futuro de nossos vizinhos'', disse, ao lembrar que a Constituição brasileira estabelece ''o compromisso com a integração regional latino-americana''.

A mandatária considerou ainda que na América Latina e no Caribe ''há muito espaço para o crescimento do comércio intrarregional e para as cooperações econômica, social, cultural e política''.

Detalhou que a ''América Latina e o Caribe ainda têm um comércio intrarregional que não chega a 20% do PIB regional, enquanto na Europa chega a 67% e, na Ásia, a 40%''.

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