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Logística | 15/08/2012 12:00

Dilma diz que R$ 133 bi são decisivos para desatar nós

Montante bilionário anunciado pelo governo faz parte do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias

Anne Warth, Celia Froufe, Eduardo Cucolo e Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, do

Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma Rousseff

Dilma disse ainda que, com a criação do operador ferroviário independente, o país quer uma logística competitiva, que não tenha donos

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse que os R$ 133 bilhões de investimentos previstos no Programa de Investimentos em Logística: rodovias e ferrovias, anunciado nesta quarta-feira, são decisivos para desatar vários nós. "Acreditamos que, com os R$ 42 bilhões que vamos aplicar duplicando 7,5 mil quilômetros de rodovias e também com os nossos investimentos de R$ 91 bilhões nas ferrovias, vamos recuperar nossa capacidade. Porque estamos resgatando um modal que por vários motivos esteve paralisado, que é o ferroviário", afirmou.

Dilma disse ainda que, com a criação do operador ferroviário independente, o país quer uma logística competitiva, que não tenha donos. "Que haja neutralidade entre quem oferece capacidade e quem transporta a carga. É a Valec comprando capacidade, portanto, reduzindo o risco do negócio". Dilma avaliou que o Brasil oferece hoje oportunidades "extraordinárias" de investimento. "Digo a investidores que o Brasil tem ótimas oportunidades, com ambiente de estabilidade. As parcerias que estamos propondo hoje são muito atraentes em termos de rentabilidade e risco."

Ela afirmou que o governo não está se desfazendo de patrimônio público para reduzir dívida ou fazer caixa. "É para beneficiar a população e saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos de logística." "Nosso propósito com esse programa e com os que anunciaremos na sequência, para aeroportos e portos, é nos unirmos aos concessionários e reforçar o planejamento do Estado", completou.

Crescimento

Segundo a presidente, desde 2003 o Brasil adotou um modelo de desenvolvimento baseado em crescimento, estabilidade e inclusão social. "Crescemos a ponto de, com tudo que herdamos do passado, nos tornar a sexta economia mundial. E temos condições de galgar postos ainda mais avançados nesse ranking de economias desenvolvidas e emergentes", afirmou.

A presidente disse também que o governo preservou a estabilidade econômica e conseguiu combater e derrotar a inflação. E que o País tem uma situação bastante estável e uma relação dívida/PIB cadente. Destacou que o governo tem zelado pelo rigoroso respeito aos contratos e tem sido disciplinado nos gastos.

"Recentemente começamos a buscar juros compatíveis com nossa situação macroeconômica e com a importância de nossa economia, e estamos convergindo para patamares próximos dos internacionais", afirmou. A presidente afirmou também que o emprego cresceu e que foi assegurada a expansão da renda dos trabalhadores. "Promovemos ascensão de 40 milhões de pessoas para a classe média e estamos reduzindo a miséria."

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