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As taxas de desemprego mais elevadas foram registradas na Espanha (24,8%) e na Grécia (22,5% em abril)
Bruxelas - O desemprego na Eurozona atingiu 11,2% em junho, maior índice histórico desde a criação da união monetária, em consequência da crise na Espanha, onde o resultado é o dobro da média europeia, informou a agência de estatísticas europeia Eurostat.
Na Eurozona, integrada por 17 países, a taxa de desemprego corrigida pelas variações sazonais atingiu 11,2% em junho, o mesmo nível registrado em maio.
Entre os Estados membros, as taxas de desemprego mais elevadas foram registradas na Espanha (24,8%) e na Grécia (22,5% em abril). Os dados contrastam radicalmente com outros países da zona do euro, como Áustria (4,5%), o país com menor índice, e Holanda (5,1%).
O desemprego bateu recorde na Itália em junho e registrou uma leve alta na Alemanha.
Na Itália, o índice atingiu 10,8% em junho, contra 10,6% em maio, apesar de uma leve queda entre os mais jovens, segundo os dados preliminares divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Estatísticas (Istat).
O nível de 10,8% é o mais elevado desde o início da série estatística mensal, iniciada em 2004. O desemprego na Itália superou o nível simbólico de 10% pelo quarto mês consecutivo.
Em junho, o país tinha 2,79 milhões em busca de emprego, uma alta de 37,5% na comparação com o mesmo período em 2011. O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho.
Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda há vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego.
O mercado de trabalho alemão mostrou em julho "sinais de uma evolução mais frágil", segundo um comunicado da agência.
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