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Céticos advertem que novos casos de corrupção em 2012 envolvendo o governo de Dilma Rousseff podem afetar a popularidade da presidente e até a agenda legislativa
São Paulo – Após ter superado o Reino Unido e se tornado a sexta maior economia do mundo em 2011, o Brasil terá neste ano o desafio de evitar o desaquecimento econômico para não perder a confiança dos investidores internacionais. E este será um grande teste, não apenas para a presidente Dilma Rousseff, como também para todos os políticos.
A avaliação é do jornal britânico Financial Times, que classificou Dilma como “A Dama de Ferro dos Trópicos”, uma menção à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, recordando também não apenas os escândalos de corrupção que envolveram seus ministros no ano passado, como ainda a forte popularidade alcançada pela presidente brasileira.
O periódico destaca que, após crescer 7,5% em 2010, a economia brasileira encerrou o ano passado com uma expansão que não chegou nem a metade disso, acompanhada de um aumento da inflação, chamada de "inimiga histórica do país".
“Em 2012, Dilma terá que reavivar a economia e mostrar que o Brasil merece manter sua reputação como um país de alto crescimento dentro do grupo dos BRICs (que inclui ainda Rússia, Índia e China). Caso contrário, a nação corre o risco de perder a confiança dos investidores”, destaca um trecho da reportagem.
O Brasil viu o volume de investimento estrangeiro saltar de 10,1 bilhões de dólares em 2003 para 57,5 bilhões de dólares em 2011. “O panorama é bastante construtivo e as oportunidades estão aí, mas aos poucos eles (políticos brasileiros) estão percebendo que é necessário trabalhar para que isso aconteça”, opinou Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs.
Dilma é capaz?
O jornal britânico traçou um perfil da presidente e destacou que a população se identifica com ela por conta da seriedade de propósitos e do estilo reservado, fator este que têm ajudado Dilma a manter em alta a taxa de aprovação de seu governo (72%), além de amenizar a falta de carisma que possui em comparação ao ex-presidente Luiz Inácio da Silva, cujo mandato foi de oito anos.
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