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O persistente déficit da conta corrente dos EUA é amplamente visto como um problema para a economia global
Washington - O déficit da conta corrente dos Estados Unidos encolheu mais que o previsto no segundo trimestre, ao passo que o país aumentou as exportações e importou menos produtos, enquanto a renda recebida sobre ativos norte-americanos no exterior aumentou.
O déficit da conta corrente, que mede o fluxo de produtos, serviços e investimentos quem entram e saem dos Estados Unidos, encolheu para 117,4 bilhões de dólares, informou nesta terça-feira o Departamento do Comércio.
O déficit foi equivalente a 3,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e foi o menor desde o terceiro trimestre de 2011.
Analistas consultados pela Reuters esperavam que o déficit da conta corrente diminuísse para 125,5 bilhões de dólares.
O persistente déficit da conta corrente dos EUA é amplamente visto como um problema para a economia global, embora tenha sido reduzido substancialmente nos últimos anos após atingir a máxima recorde de 6,5 por cento do PIB no quarto trimestre de 2005.
Entretanto, a recente alta nos preços do petróleo pode trabalhar contra qualquer outra redução no déficit. Os EUA importam a maior parte do petróleo que consomem.
"A mais recente recuperação nos preços do petróleo vai ampliar o déficit no terceiro trimestre", disse o economista do Capital Economics Paul Dales.
Ele também destacou que os recentes dados comerciais mostram que as exportações estão sendo afetadas por um esfriamento da economia global, o que também trabalhará contra qualquer redução do déficit de conta corrente.
Ao mesmo tempo, um plano de compra de títulos apresentado na semana passada pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, pode pressionar para baixo o valor do dólar, o que historicamente ajuda as exportações dos EUA.
Boa parte do recuo veio de uma queda do déficit dos Estados Unidos em produtos e um aumento do superávit na renda, informou o Departamento do Comércio.
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