Aguarde...
Federal ReserveFed se reúne a partir de terça e mercados esperam definições
MinistroPatriota prepara proposta para debater política externa
ConsultaBB tem maior taxa de real por euro no país em maio
AltaFebraban prevê concessão de crédito 15,5% maior no ano
InsituiçõesBC disponibiliza ranking mensal de operações de câmbio
PresidenteDilma condena substituição de negociações bilaterais
ResultadosBalança tem superávit de US$ 70 mi na 2ª semana do mês
São PauloAlckmin inicia concessão de 5 aeroportos regionais
Decisão sobre gestão das empresas: segundo ela, em casos de empresas com controle definido, na ocorrência de algum problema, os responsáveis são estes controladores
Rio de Janeiro - Questões relacionadas à governança corporativa nas empresas de capital disperso em casos de fusões e aquisições devem aumentar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nos próximos anos, de acordo com a nova diretora da autarquia, Ana Novaes.
Antes de sua posse nesta quinta-feira, ela disse a jornalistas que este debate ficará mais aquecido e que os conflitos entre acionistas e os conselhos de administração destas empresas devem aumentar.
Segundo ela, em casos de empresas com controle definido, na ocorrência de algum problema, os responsáveis são estes controladores.
"Quando houver algum problema em empresas com controle disperso, você vai apontar o dedo para quem?", questionou, defendendo que os comitês de auditoria deveriam ser obrigatórios para companhias com este perfil.
Na cerimônia de posse, a diretora também mencionou que, apesar da crise no exterior, o Brasil continua a viver um bom momento econômico, com a taxa de juros em seus patamares mais baixos, além de uma estabilidade econômica que perdura há 20 anos.
"A gente está com as condições necessárias para que o mercado de capitais deslanche ainda mais. Temos ainda muitos problemas estruturais para resolver, mas as bases estão aí", afirmou.
Ana tem experiência no mercado como conselheira de empresas, assim como Leonardo Pereira, ex-diretor financeiro da Gol, que foi apontado pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, como sucessor de Maria Helena Santana para o principal cargo da autarquia.
"A gente vai trazer de fora nossa experiência e tentar ajudar a CVM para que a regulação seja ágil e que não seja sufocante para as companhias", disse ela, ressaltando que sua experiência e a de Pereira não devem trazer mudanças radicais para a autarquia.
Para o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, a indicação dos dois executivos mostra a continuidade de fortalecimento dos mercado de capitais pela CVM, depois de três gestões que trabalharam fortemente no arcabouço regulatório brasileiro, como por exemplo no segmento de derivativos e fundos de investimentos.
"Com essas duas indicações, ela (CVM) reafirma o que vem trabalhando há alguns anos, de dar uma musculatura diferenciada para o mercado de capitais brasileiro", disse o executivo, que veio ao Rio de Janeiro para a posse da diretora.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados