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Produtividade | 04/11/2013 21:09

Custo Unitário do Trabalho cresce 7,2% no Brasil em 2012

De acordo com a pesquisa, no acumulado de 2011 e 2012, o CUT no Brasil subiu 11,3%

Alana Gandra, da

Mercês avaliou que, para reduzir o CUT, o Brasil precisaria cumprir duas agendas amplas. A primeira passa por políticas voltadas para o aumento da produtividade. “Nós estamos falando de mais investimento em educação, pesquisa e desenvolvimento e tecnologia em geral, até mesmo em processos dentro das empresas”.

Outra agenda envolve a redução de custo do trabalho no país. “Aí, nós estamos falando de modernização da legislação trabalhista, que foi instituída na década de 1930 e não consegue mais atender ao mundo do trabalho atual, e outros penduricalhos com os quais o Brasil vai convivendo e tornam o trabalho caro”. A multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), paga pelas empresas ao governo no caso de demissão do trabalhador, e a discussão sobre terceirização são alguns casos que elevam o custo da hora trabalhada, apontou.

O aumento do CUT afeta de forma especial a indústria brasileira, assegurou o economista. “A indústria é uma tomadora de preços no mercado internacional. Portanto, ela só pode praticar, no máximo, o preço do mercado externo. Caso contrário, perde para os importados. A grande questão é a que custo a indústria nacional consegue produzir”.

Treze dos 15 segmentos que compõem a indústria da transformação mostraram aumento no custo do trabalho, com destaque para o setor têxtil, que acumulou alta de 25,3% entre os anos de 2011 e 2012. Em seguida, aparecem material de trasporte, com alta de 21,3%, e máquinas e equipamentos (21%). Segundo a Firjan, esse movimento reflete queda significativa de produtividade dos três setores, no período analisado.

Os únicos setores em que o CUT diminuiu foram os de papel e gráfica, com queda de 6,3%, e madeira (-13,6%).

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