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Por AE
Pequim - A indústria siderúrgica da China opera atualmente com capacidade ociosa de 150 milhões a 200 milhões de toneladas, o equivalente a seis vezes a produção total do Brasil. O colapso da demanda internacional e o aumento dos investimentos no país agravaram ainda mais o problema, que também afeta os setores de alumínio, cimento, químicos, refino e energia eólica, revela estudo divulgado ontem pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, realizado em parceria com a consultoria Roland Berger.
O excesso de capacidade provocou a redução das margens de lucros das empresas, o encolhimento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a maior dificuldade para pagar empréstimos bancários, disse o presidente da Câmara, Joerg Wuttke. Fora das fronteiras do país, o desequilíbrio alimenta os conflitos com parceiros comerciais e deverá ampliar as medidas antidumping contra a China em 2010, ressaltou.
A situação se agravou com o pacote de estímulo de US$ 585 bilhões anunciado pelo governo em novembro de 2008. No ano passado, a China tinha capacidade para fabricar 660 milhões de toneladas de aço, mas produziu 500 milhões, das quais consumiu 470 milhões. O setor siderúrgico continuará a crescer em 2009, apesar da previsão de que a demanda global pelo produto cairá cerca de 15%. Só na primeira metade do ano, US$ 20,6 bilhões foram investidos na produção de aço. As autoridades de Pequim estimam que os projetos em andamento acrescentarão mais 58 milhões de toneladas de capacidade nas siderúrgicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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