Aguarde...
PúblicasGigantes estatais afogam crescimento econômico da China
Estados UnidosEra do dólar barato vai chegando ao fim
ComércioDiretor da OMC relativiza votos recebidos na eleição
NegociaçõesMéxico quer impulsionar comércio com Brasil, mas sem acordos
EstataisBrasil e México vão aproximar petroleiras Petrobras e Pemex
Acima de polêmicasObama promete manter foco em empregos e na classe média
Dados oficiaisEconomia argentina cresce 2,7% no primeiro trimestre
PortosMP dos Portos é passo para economia competitiva, diz Firjan
NegociaçãoPara Azevêdo, precisamos repensar a Rodada Doha
EstimativasPortos receberão mais de R$ 50 bilhões em investimentos
China: o número do PIB, divulgado com uma série de outros dados chineses, ficou em linha com as expectativas dos investidores
Pequim - A taxa de crescimento da China desacelerou pelo sexto trimestre consecutivo, para o ritmo mais lento em mais de três anos, destacando a necessidade de mais vigilância na política monetária por parte de Pequim, apesar de sinais de que as medidas adotadas até agora estão começando a estabilizar a economia.
O crescimento de 7,6 por cento no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado ficou pouco acima da meta oficial do governo de 7,5 por cento para o ano todo e reduziu a média do primeiro semestre para 7,8 por cento --abaixo do nível de 8 por cento que em desacelerações anteriores provocou uma forte resposta das autoridades.
O número do PIB, divulgado com uma série de outros dados chineses, ficou em linha com as expectativas dos investidores.
A trajetória da expansão chinesa é crucial para gestores de recursos que enfrentam uma desaceleração não apenas na China, segunda maior economia do mundo, mas crescimento anêmico em todo o grupo de principais emergentes conhecido como Brics --Brasil, Rússia, Índia e China.
"Eu diria que provavelmente o pior acabou e veremos alguma estabilização e mesmo melhora no crescimento do próximo trimestre", disse o economista do HSBC Sun Junwei, citando melhora no crescimento na comparação trimestral e ampla estabilidade nos dados de junho para investimento em ativos fixos, produção industrial e vendas no varejo.
"Depende bastante de qual será a força de mais um afrouxamento, mas acho que as chances são boas de que as autoridades estejam dispostas a responder a essa desaceleração do crescimento." A resposta de Pequim à desaceleração até agora, mantendo o mantra de ajustes e uma série de adaptações nas políticas monetária e fiscal nos últimos oito meses, deixou a economia no caminho de registrar seu crescimento anual mais lento desde 1999.
"No momento, meu foco não é quanto foi o recuo no crescimento da economia no segundo trimestre, mas por quanto tempo isso durará como um todo", disse o economista do Credit Suisse Dong Tao. "Minha opinião é de que a economia chinesa ficará em uma trajetória no formato de 'L' por um tempo." Dois cortes nas taxas de juros no espaço de um mês --a última na semana passada-- e medidas de liberalização que permitem reduções nos custos de empréstimos de até 30 por cento, são sinais de que as autoridades farão tudo que puderem para assegurar o crescimento.
Após o anúncio do PIB, o banco central chinês pediu aos credores que canalizassem mais fundos para a economia real, particularmente indústrias de serviços e setores de energia verde e meio ambiente. O Banco do Povo da China também disse que os bancos deveriam "responder ativamente" às medidas de liberalização da taxa de juros.
Sheng Laiyun, porta-voz da agência de estatísticas da China, disse que os dados sinalizaram que a economia estava se estabilizando no segundo trimestre e que o crescimento no primeiro semestre ficou em linha com as expectativas. A expectativa em pesquisa da Reuters para o crescimento no segundo trimestre era de 7,6 por cento.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados