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Ritmo | 13/07/2012 08:19

Crescimento da China desacelera pelo sexto tri seguido

Medidas adotadas para manter a economia chinesa estão começando a estabilizar a situação do país

Nick Edwards e Kevin Yao, da

Getty Images

Bandeira da China

China: o número do PIB, divulgado com uma série de outros dados chineses, ficou em linha com as expectativas dos investidores

Pequim - A taxa de crescimento da China desacelerou pelo sexto trimestre consecutivo, para o ritmo mais lento em mais de três anos, destacando a necessidade de mais vigilância na política monetária por parte de Pequim, apesar de sinais de que as medidas adotadas até agora estão começando a estabilizar a economia.

O crescimento de 7,6 por cento no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado ficou pouco acima da meta oficial do governo de 7,5 por cento para o ano todo e reduziu a média do primeiro semestre para 7,8 por cento --abaixo do nível de 8 por cento que em desacelerações anteriores provocou uma forte resposta das autoridades.

O número do PIB, divulgado com uma série de outros dados chineses, ficou em linha com as expectativas dos investidores.

A trajetória da expansão chinesa é crucial para gestores de recursos que enfrentam uma desaceleração não apenas na China, segunda maior economia do mundo, mas crescimento anêmico em todo o grupo de principais emergentes conhecido como Brics --Brasil, Rússia, Índia e China.

"Eu diria que provavelmente o pior acabou e veremos alguma estabilização e mesmo melhora no crescimento do próximo trimestre", disse o economista do HSBC Sun Junwei, citando melhora no crescimento na comparação trimestral e ampla estabilidade nos dados de junho para investimento em ativos fixos, produção industrial e vendas no varejo.

"Depende bastante de qual será a força de mais um afrouxamento, mas acho que as chances são boas de que as autoridades estejam dispostas a responder a essa desaceleração do crescimento." A resposta de Pequim à desaceleração até agora, mantendo o mantra de ajustes e uma série de adaptações nas políticas monetária e fiscal nos últimos oito meses, deixou a economia no caminho de registrar seu crescimento anual mais lento desde 1999.

"No momento, meu foco não é quanto foi o recuo no crescimento da economia no segundo trimestre, mas por quanto tempo isso durará como um todo", disse o economista do Credit Suisse Dong Tao. "Minha opinião é de que a economia chinesa ficará em uma trajetória no formato de 'L' por um tempo." Dois cortes nas taxas de juros no espaço de um mês --a última na semana passada-- e medidas de liberalização que permitem reduções nos custos de empréstimos de até 30 por cento, são sinais de que as autoridades farão tudo que puderem para assegurar o crescimento.

Após o anúncio do PIB, o banco central chinês pediu aos credores que canalizassem mais fundos para a economia real, particularmente indústrias de serviços e setores de energia verde e meio ambiente. O Banco do Povo da China também disse que os bancos deveriam "responder ativamente" às medidas de liberalização da taxa de juros.

Sheng Laiyun, porta-voz da agência de estatísticas da China, disse que os dados sinalizaram que a economia estava se estabilizando no segundo trimestre e que o crescimento no primeiro semestre ficou em linha com as expectativas. A expectativa em pesquisa da Reuters para o crescimento no segundo trimestre era de 7,6 por cento.

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