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São Paulo - Você trabalha dia após dia para ter dinheiro para si e, provavelmente, para sua família. Faz planos, pensa em viagens e quem sabe algum conforto material.
Mas de repente você percebe que pode perder tudo em um piscar de olhos. Começam rumores, na vizinhança e no trabalho, de que o banco ao qual você confiou seu dinheiro vai quebrar e o governo não tem como garantir o que é seu.
Preferindo não se arriscar, você vai até o banco ou, diante das possibilidades atuais, usa o home banking da sua instituição para transferir o que tem.
O problema é que milhares de pessoas também ouviram os mesmos boatos e terminaram fazendo a mesma coisa. Dá-se o que economistas chamam de efeito manada e você, infelizmente, é mais um do rebanho que chegou tarde demais.
E aquele banco, que poderia estar planejando uma maneira de se reestruturar – e talvez nem estivesse tão mal assim - foi definitivamente à bancarrota. Se o processo ocorre em várias instituições, então a economia de todo o país está em perigo.
Está sintetizado acima o fenômeno chamado de "corrida aos bancos". Tirando a parte do desfecho, ainda desconhecido, é esta a situação que vem ocorrendo na Grécia em um ritmo menos alarmista. Às vésperas da eleição de domingo – que decidirá o futuro do país na zona do euro – até 500 milhões de euros têm saído diariamente dos bancos gregos.
Clique nas imagens a seguir para conhecer casos de nações que - por vezes com alguma histeria - passaram pelo gatilho de difícil controle da temida “corrida aos bancos”.
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