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InflaçãoAlta no preço dos remédios pesou no IPCA-15 de maio
No cenário de referência, o BC projeta a inflação com a hipótese de manutenção da taxa de câmbio em R$ 2 e da taxa Selic em 8,5% ao ano em todo o horizonte da previsão
Brasília - A previsão oficial do Banco Central para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012 caiu em relação a maio e segue em torno de 4,5% no cenário de referência. "A projeção para a inflação de 2012 reduziu-se em relação ao valor considerado na reunião do Copom de maio e se encontra em torno do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)", cita a ata da reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom).
No cenário de referência, o BC projeta a inflação com a hipótese de manutenção da taxa de câmbio em R$ 2,00 e da taxa Selic em 8,5% ao ano em todo o horizonte da previsão. Nesse mesmo cenário, para 2013, a estimativa para a inflação oficial caiu na comparação com maio, mas segue "acima do valor central de meta".
Já no cenário de mercado, que leva em conta a trajetória de câmbio e de juros prevista pelos analistas de mercado na pesquisa semanal Focus realizada pelo BC, a previsão para o IPCA em 2012 manteve-se estável "em torno do valor central da meta para a inflação". Para 2013, a projeção para a inflação no cenário de mercado caiu, mas está "acima do valor central da meta".
Cenário externo
O cenário externo teve piora desde maio, o que contribui para maior aversão ao risco entre investidores e piores estimativas para o desempenho da economia, avaliam os diretores do Copom na ata. "A economia mundial enfrenta período de incerteza acima da usual, com elevada aversão ao risco e perspectivas de baixo crescimento, as quais se intensificaram desde a última reunião", cita o documento no trecho 12. No parágrafo equivalente da ata de maio - o 11 - não havia menção à intensificação desse comportamento.
Entre os argumentos do BC, os diretores afirmam que dados "sugerem certo arrefecimento da atividade nos Estados Unidos, em ambiente de riscos associados ao quadro fiscal e ao recrudescimento da crise europeia". "Persistem riscos elevados para a estabilidade financeira global, devido ao nível ainda elevado de incerteza política e às dificuldades de implementação de medidas recentemente anunciadas", completam os diretores do BC.
Além de destacar o desempenho fraco da economia, o Copom nota que há pouca margem para reação. "Altas taxas de desemprego por longo período, aliadas a necessidades de ajustes fiscais, ao limitado espaço para ações de política anticíclicas e à incerteza política, traduzem-se em projeções de baixo crescimento em economias maduras", cita.
Entre os argumentos, os diretores do BC notam que indicador antecedente divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), referente a junho, "aponta atividade abaixo da tendência na zona do euro e nas principais economias emergentes, além de moderação na atividade no Japão e Estados Unidos". Em igual trajetória, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) "sugere moderação na atividade global, principalmente na atividade manufatureira" em junho.
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