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Ata | 26/01/2012 09:04

Cenário de Selic a um dígito tem "elevada probabilidade", diz Copom

O aumento na oferta de poupança externa e a redução do seu custo de captação têm contribuído para a redução das taxas de juros domésticas, afirma o documento do comitê

Tiago Pariz e Silvio Cascione, da
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Álvaro Motta

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central

O Copom considera ainda, segundo o documento, que o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais

São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou que a taxa básica de juros do país -hoje em 10,50 por cento ao ano- caminha para chegar a um dígito e que o cenário de inflação ainda mostra sinais mais favoráveis.

Segundo a ata do Copom publicada nesta quinta-feira, o aumento na oferta de poupança externa e a redução do seu custo de captação têm contribuído para a redução das taxas de juros domésticas. O comitê considera ainda, segundo o documento, que o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, bem como pela geração de superávits primários.

"O Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito", traz o documento.

Na semana passada, o Copom voltou a reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, o quarto corte seguido dessa magnitude desde agosto passado, quando deu início ao processo de afrouxamento monetário.

Na ata, o comitê entende que aumentou, em relação à última reunião de novembro, a probabilidade de os preços se situarem ao redor do valor central de 4,5 por cento neste e no próximo ano.

"O Comitê nota que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta", informou o documento.

A meta oficial do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Na ata, o Copom reforçou que é preciso um ambiente de contenção das despesas públicas para conter a demanda agregada e atacar a deterioração do cenário internacional. "Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas", traz ata da última reunião.

O BC sublinhou que considera para suas previsões o cumprimento da meta cheia de superávit primário -economia feita pelo setor público para pagamento de juros- de 139,8 bilhões de reais, sem ajustes, em 2012. E a geração de superávit primário de 3,10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, também sem ajustes.

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