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Futebol | 21/06/2012 11:34

Copa do Mundo de 2014 pode elevar PIB do Brasil em 1,5 p.p. em 3 anos, diz Itaú

“Vamos receber a Copa porque a economia melhorou e a economia vai melhorar porque vamos receber a Copa”, disse Ricardo Amorim

Wikimedia Commons

Estádio do Beira-Rio

Estudo estima que, além dos serviços temporários durante a Copa, 250.000 novos postos de trabalho devem ser gerados com o evento

São Paulo – A Copa do Mundo deve elevar o PIB brasileiro em 1,5 ponto percentual em três anos, segundo estudo do Itaú. Os setores mais beneficiados, segundo o estudo, serão hotelaria, transporte, comunicações, cultura lazer e comércio varejista. 

O estudo estima que, além dos serviços temporários durante o evento, 250.000 novos postos de trabalho devem ser gerados com o evento. “Essas pessoas tem salário, o governo gasta mais, tem mais dinheiro circulando e essas pessoas consomem mais”, disse Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.

O estudo estima que cerca de 165 milhões de potenciais consumidores no país devem gastar entre 3 bilhões de dólares e 6 bilhões de dólares até 2014. Há também o impacto do turismo e o “efeito marca”. “Muita gente só descobriu a África do Sul por causa da Copa do Mundo”, afirmou Goldfajn.

A estimativa oficial do governo é gastar um total de 36,46 bilhões de reais na infraestrutura para a Copa – com ênfase para os gastos com transporte (12,7 bilhões de reais). Em geral há um efeito de aumento de 30% nas exportações de países que sediaram a Copa no passado, segundo estudo norte-americano citado pelo Itaú.

Copa de 1950, 64 anos depois

“Olhando a estrutura você percebe que o Brasil mudou”, disse Goldfajn, comparando a Copa que ocorreu no Brasil em 1950 e a que irá acontecer em 2014. Em 1950, a Copa ocorreu em seis cidades, concentrando jogos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em 2014 serão 12 cidades. 

O consumo das famílias brasileiras também mudou nesse período, segundo Goldfajn. “Quando a economia é bem diversificada, um evento, algo que aquece um lado, facilmente consegue se espalhar. Nisso se observa uma diferença no Brasil de hoje e no país de 1950”, afirmou o economista. 

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