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O presidente do Conselho dos Consumidores da Light, Antônio Florêncio, afirmou hoje que o grupo vem alertando a distribuidora, desde maio, sobre a tendência de aumento no consumo de energia. O "aumento inesperado" no consumo é usado pela empresa como justificativa para os apagões localizados que estão causando transtornos no Rio de Janeiro. Segundo Florêncio, o Conselho de Consumidores apresentou em suas reuniões mensais com a empresa estatísticas de intenção de compras de eletrodomésticos feitas pela Federação do Comércio do Rio (Fecomércio). "Nos últimos meses, ventiladores e aparelhos de ar condicionado lideram a lista", disse ele, avaliando que a companhia poderia se preparar melhor para o aumento da demanda.
Florêncio reconhece que a empresa está realizando fortes investimentos, mas avalia que há grande foco na redução do furto de energia, em detrimento de reforços na rede. "É uma questão de direcionamento do investimento." Segundo ele, a companhia se comprometeu a antecipar reforços para o verão, para evitar a repetição dos problemas. Florêncio disse que o Conselho dos Consumidores apresentou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma proposta para uso de recurso da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para ajudar no combate ao furto de energia, liberando dinheiro da distribuidora para investimentos na rede.
Segundo ele, os clientes da Light contribuem com cerca de R$ 200 milhões por ano para a CDE, mas apenas R$ 10 milhões são aplicados pelo governo no Rio, uma vez que o fundo é usado para financiar o programa Luz para Todos. Segundo esse raciocínio, diz, o programa de universalização do fornecimento poderia ser usado para regularização de clientes no Rio. "O Rio é um mercado muito peculiar. Não se pode dizer que já há universalização se muitos dos consumidores são informais", argumenta.
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