São Paulo - O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 4,6% no trimestre encerrado em setembro ante o mesmo período de 2012. O resultado interrompe a tendência declinante do índice que, na mesma base de comparação, havia recuado 4,7% em agosto, 4,0% em julho e 3,6% em junho. Segundo a instituição, o resultado geral da pesquisa sinaliza um ritmo de atividade econômica moderado para o setor no terceiro trimestre de 2013.

O ICST em setembro se deveu a movimentos em sentidos opostos dos indicadores que o compõem: enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) passou de -8,5%, em agosto, para -6,7%, em setembro, na comparação trimestral interanual, o Índice de Expectativas (IE) passou de -1,4% para -2,8%, na mesma base de comparação.

A comparação interanual mensal - um mês sobre o mesmo mês do ano anterior - apresentou movimento semelhante, com o ISA registrando significativa melhora, ao passar de -8,6%, em agosto, para -4,1%, em setembro, enquanto o IE acentuou o queda: foi de -2,5% para -5%.

Dos 11 segmentos pesquisados, seis apresentaram melhora no indicador interanual trimestral, com destaque para Preparação do Terreno (de -7% em agosto para -4,9% em setembro) e Obras de Montagem (-15,2% para -13,5%).

A melhora relativa do ISA em setembro foi influenciada pelo quesito situação atual dos negócios, de -10,3% em agosto para -8,4% em setembro. Das 700 empresas consultadas, 24,6% avaliaram a situação atual como boa no trimestre findo em setembro, contra 27,2% no mesmo período ano anterior. Já 17,3% das empresas consideraram que a situação está ruim, ante 10,1% em setembro de 2012.

O quesito que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu a maior pressão negativa sobre o IE. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -2,3%, em agosto, para -3,7%, em setembro. A proporção de empresas prevendo melhora da situação no trimestre findo em setembro é de 37,7%, contra 40,9% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo piora foi de 6,1%, contra 4,2%, em agosto do ano passado.

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