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China: a taxa de crescimento oficial do segundo trimestre será divulgada na sexta-feira
Pequim - A economia da China pode ter crescido cerca de 7,5 por cento no segundo trimestre, e quase 8 por cento no primeiro semestre, e vai se recuperar no segundo semestre devido a recentes medidas de estímulo, disse um economista de um órgão ligado ao governo nesta quinta-feira.
A taxa de crescimento oficial do segundo trimestre será divulgada na sexta-feira, mas o número antecipado pelo órgão do governo é compatível às previsões da pesquisa Reuters junto a operadores do mercado, que tinham uma expectativa de crescimento de 7,6 por cento no período de 12 meses encerrado em junho -- a menor cifra desde o primeiro trimestre de 2009.
"A economia deve se estabilizar e até se recuperar modestamente no segundo semestre, à medida que tais medidas políticas mostrarem resultados", disse em entrevista coletiva o economista Yu Bin, diretor do departamento de pesquisa macroeconômica do Centro de Pesquisas do Desenvolvimento.
"O crescimento no primeiro semestre foi perto de 8 por cento", afirmou.
No primeiro trimestre, a China cresceu 8,1 por cento. Yu previu que o PIB fechará este ano com uma alta em torno de 8 por cento, acima dos 7,5 por cento estabelecidos como meta do governo.
Após passar três décadas crescendo a uma média anual de 10 por cento, a segunda maior economia do mundo entrou numa fase de expansão mais modesta, mas ainda conseguirá se manter em 7 a 8 por cento nos próximos dez anos, segundo Yu.
Na semana passada, o Banco Central chinês cortou os juros inesperadamente pela segunda vez em um mês, para estimular o crescimento. O segundo corte gerou temores de que a economia estaria se desacelerando mais agudamente do que se previa.
Desde novembro de 2011, o governo de Pequim também reduziu em três ocasiões o volume de reservas exigido dos bancos, em 50 pontos-bases a cada vez, o que liberou o equivalente a 190 bilhões de dólares para empréstimos.
Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a inflação para o consumidor caiu a 2,2 por cento em junho, dando mais margem para a adoção de políticas de estímulo sem que isso gere pressões sobre os preços.
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