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Chile: o governo ajustou para baixo a sua projeção de inflação, que era de 2,9 por cento e passou para 2,7 por cento
Santiago - O Chile reduziu a estimativa de crescimento da economia em 2012 de 5 por cento para 4,7 por cento, em razão da deterioração do panorama externo e da diminuição da demanda interna.
Em uma apresentação da Direção de Orçamentos numa comissão no Congresso, o governo também reduziu seu prognóstico de expansão da demanda interna de 5,5 por cento para 5,2 por cento este ano.
Além do previsto impacto da turbulência mundial na economia, a chefe da estatal Direção de Orçamentos, Rosanna Costa, explicou que o menor dinamismo da demanda interna se explica pela moderação do consumo privado e dos investimentos, embora o panorama não seja de todo pessimista.
"Apesar da deterioração do cenário internacional e do aumento das tensões nos mercados financeiros, está se mantendo um cenário razoavelmente positivo para o crescimento econômico em 2012", afirmou o órgão num documento entregue ao Congresso.
Até maio a economia chilena acumula uma expansão anual de 5,4 por cento, mas se espera um menor dinamismo na segunda metade do ano, o que já se reflete em menos exportações e na diminuição do valor das importações.
O governo ajustou para baixo a sua projeção de inflação, que era de 2,9 por cento e passou para 2,7 por cento, em meio a um importante retrocesso do preço internacional dos combustíveis, que o Chile importa quase em sua totalidade.
A Direção de Orçamentos mudou também a previsão para o preço do cobre, do qual o Chile é o maior produtor mundial, que passou de 3,7 dólares por libra -- valor estimado quando se entregou o projeto orçamentário de 2012, em setembro do ano passado -- para 3,55 dólares por libra.
Diante do adverso panorama externo, os gastos públicos cresceriam perto de 6,4 por cento, enquanto o déficit estrutural chegaria a 1,1 por cento do PIB em 2012, segundo o órgão governamental.
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