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O Ministério de Minas e Energia (MME) ainda deve demorar três semanas para divulgar as causas do apagão que afetou 18 estados em 10 de novembro. Na última terça-feira (17/11), o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, chegou a informar que esperava entregar, nesta segunda-feira (23/11), o Relatório de Análise de Perturbação (RAP). O documento, porém, ainda está em elaboração e não tem prazo para ser concluído. Ele é uma das duas peças centrais para que se chegue a uma explicação sobre o que aconteceu. A outra é o relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), também em elaboração. O MME estabeleceu o prazo de até 16 de dezembro para dar seu parecer final, a partir dos dois documentos, além de contribuições de pesquisadores de universidades como a USP e a UFRJ.
É possível que uma versão parcial seja apresentada ao Comitê de Monitoramente do Setor Elétrico, em reunião marcada para a tarde da próxima segunda-feira (30/11). O comitê é composto por representantes do ONS, MME, Aneel e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Não está prevista, porém, a divulgação desse texto preliminar.
Uma reportagem de VEJA, publicada na edição desta semana, antecipa que o relatório do ONS deve apresentar duas hipóteses para o blecaute. A primeira é que raios teriam atingido as linhas de transmissão entre as estações de Ivaiporã (PR) e Itaberá (SP). Os raios teriam derrubado o sistema, cortando o abastecimento de energia gerada por Itaipu. Embora não haja registros de tempestades de raios na região naquele dia, esta é a hipótese que não desmentiria a versão divulgada pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia). A segunda justificativa é mais técnica e apontaria um problema no isolamento dos cabos de alta tensão, o que teria causado o curto-circuito triplo.
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