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O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), chegou às lágrimas nesta manhã ao reagir, mais uma vez, à aprovação da chamada Emenda Ibsen, que redistribui a receita de royalties de petróleo tirando do governo estadual e dos municípios fluminenses R$ 7 bilhões. No final de uma palestra para estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que o convidou para a aula inaugural do ano letivo, Cabral disse que a sessão de ontem que aprovou a emenda foi "um linchamento do Rio". O governador comparou a aprovação a outras decisões históricas que prejudicaram o Estado, como a perda da capital federal e a fusão com o Estado da Guanabara sem compensações.
"É uma irresponsabilidade. A gente luta pela democracia e tem que se orgulhar do Congresso com todos os seus defeitos", lamentou, interrompendo seu discurso para uma plateia de estudantes no campus da Gávea. Chorando e enxugando os olhos com um lenço, ele não conseguiu concluir a palestra.
Espera
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o governo deve aguardar a votação no Senado para depois decidir o que fazer com a proposta aprovada ontem na Câmara.
Segundo o ministro, o governo preferia que fosse aprovada a proposta original, porque atende melhor a todos os interesses, mas aguardará a discussão no Senado, e depois o presidente Lula tomará a decisão final. "Cabe ao Congresso Nacional discutir a proposta e quando ela aterrissar na mesa do presidente ele decidirá se veta ou não", disse o ministro.
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