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São Paulo - As instituições chegaram a renegociar mais de 90% das dívidas das pessoas que compareceram aos estandes do Feirão Limpa Nome, que começou a funcionar na quarta-feira (25) e vai até sábado (28), na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, com o objetivo de permitir a renegociação de débitos entre devedores e credores. A alta procura dos consumidores surpreendeu as instituições financeiras que reforçaram o número de postos de atendimentos nesta quinta-feira.
"Ontem (quarta-feira) atendemos com oito mesas e hoje (quinta-feira) estamos com mais quatro, devido ao grande número de pessoas que nos procuraram. E para sábado, quando o público deve ser ainda maior, teremos mais quatro", afirma Augusto Mello, superintendente de cobrança do banco HSBC. A Serasa Experian, que organiza o evento, ainda não divulgou dados consolidados do movimento.
O superintendente do HSBC, banco que possui a financeira Losango, também presente ao feirão, afirma que as dívidas renegociadas vão de modestos R$ 46 a um caso de R$ 92 mil. Ele estima que cerca de 40% dos atendimentos foram para tentar solucionar a situação de clientes com a Losango, na qual o limite máximo de endividamento no cartão de crédito, por exemplo, é de R$ 3 mil.
Outra participante do feirão, a Caixa Econômica Federal também teve reforçar o número de atendentes por causa da intensa demanda. Segundo a gerente da área de recuperação de ativos em São Paulo, Neiva Macimo, o banco começou com oito postos de atendimento, número que cresceu para 14 hoje. Ela informou que 170 pessoas procuraram o estande da Caixa na quarta-feira, sendo que mais de 90% conseguiram um acordo. "Os principais casos foram de cheque especial, Construcard, cartão de crédito e consignado."
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