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O comércio entre os Brics, que alcançou 230 bilhões de dólares em 2010, agora representa 8% do comércio mundial
São Paulo - O ano de 2011 confirmou uma mudança lenta, porém consistente para o equilíbrio do poder mundial, no qual os Brics - com destaque para a China - ganharam destaque no cenário internacional, demonstrando força, mas ao mesmo tempo, falta de unidade, dizem especialistas.
A recente notícia de que o Brasil substituiu a Grã-Bretanha como sexta maior economia do mundo - depois de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França -, segundo um relatório do Centro de Investigação Econômica e Empresarial (CEBR), com sede em Londres, ilustra bem esta mudança.
Antes do final da década, espera-se que Rússia e Índia alcancem respectivamente o quarto e quinto lugar, passando o Brasil, segundo o CEBR e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O grupo dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, representa atualmente 18% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 40% da população, 15% do comércio e 40% das reservas monetárias do planeta.
Com um PIB conjunto de quase 14 bilhões de dólares, suas economias têm representado 30% do crescimento econômico mundial desde que o Goldman Sachs inventou a sigla 'Bric', em 2001.
O comércio entre os Brics, que alcançou 230 bilhões de dólares em 2010, agora representa 8% do comércio mundial.
Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos e Grã-Bretanha, acredita que o desempenho dos Brics foi razoavelmente positivo em 2011.
"Creio que, de maneira individual, os Brics se saíram bem, principalmente se comparados com os países desenvolvidos da Europa, Estados Unidos e Japão", disse Barbosa à AFP.
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