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Luciano Coutinho, presidente do BNDES: para Citi, banco precisa dar espaço à iniciativa privada
Sâo Paulo - Na época do leilão dos três aeroportos brasileiros, em fevereiro deste ano, o braço de financiamento do banco americano Citi foi contatado por inúmeras instituições de desenvolvimento financeiro de todo o mundo que queriam fornecer parte dos robustos valores envolvidos na operação.
Os três aeroportos acabaram arrematados por 24,5 bilhões de reais, com um ágio de quase 350%. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, financiou 80% de toda a operação. E quem entrou em contato com o Citi saiu da jogada.
Hoje, em um evento em São Paulo promovido pelo banco norte-americano e pelo Financial Times, o vice-presidente da Agência de Financiamento do Citi, Christian Macdonald, criticou o tamanho do banco na economia brasileira.
“A gente tem que se livrar um pouco da dependência do BNDES. Ele está em todos os setores pelo país inteiro e tem uma capacidade enorme. O que é bom, mas por outro lado, na perspectiva do Citi, achamos que é preciso uma maior participação do setor privado, dos bancos privados. Isso vai abrir muito mais o mercado e diminuir os custos que a dependência do BNDES causa”, afirmou Macdonald.
Mantido com recursos do Tesouro Nacional, os custos dos empréstimos do BNDES - principalmente quando as quantias envolvidas são grandes, como na concessão aeroportuária - são de fato "imbatíveis", na visão do vice-presidente da Agência de Financiamento do Citi.
Para ele, está claro que agências de fomento internacionais confiam no Brasil, como ficou provado no leilão de fevereiro, mas é preciso dar espaço para a iniciativa privada. “O BNDES é três vezes o tamanho do Banco Mundial. Do Mundial”, enfatizou o executivo do Citi.
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