Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
22/11/2009 21:55

Brasil acertou ao taxar estrangeiro, diz Jim O'Neil

Para o economista do Goldman Sachs que criou a sigla Bric, o país caminha para se tornar a quinta maior economia mundial na próxima década

Salvar notícia

Não há muito o que o governo brasileiro possa fazer para impedir a valorização do real neste momento. Eleito a bola da vez pelos investidores estrangeiros, o país também precisa lidar com um cenário desfavorável ao controle do câmbio - os juros estão muito baixos nos países desenvolvidos, e a economia brasileira é uma das mais saudáveis neste momento, o que atrai o apetite do capital externo. A avaliação é do economista Jim O’Neil, chefe da área de pesquisa econômica global do banco Goldman Sachs e criador da célebre sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), usada para designar os países emergentes que se sobressairiam no futuro.

Jim O’Neil - Eu tenho uma certa simpatia pelas autoridades brasileiras. Eles estão certos em se preocupar se o real está sobrevalorizado ou se uma parte do fluxo de capital de curto prazo pode ser revertido. Ao adotar essas medidas, o governo brasileiro está tentando assegurar que os investidores estrangeiros apliquem no país pelos motivos certos.

Portal EXAME - Essas medidas podem, de fato, conter a valorização do real?

O’Neil - É difícil que essas medidas, sozinhas, funcionem. É preciso lembrar que o cenário mundial envolve taxas de juros próximas de zero nos países do G7, um forte desejo dos investidores de lucrar com essas diferenças de juros, e uma elevação do rating brasileiro, que o transforma em um bom país para investir. É difícil ver o real voltar a se desvalorizar sem que algum desses fatores mude. (Continua)

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados