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Luciano Coutinho, presidente do BNDES: o pacote do BNDES voltado para empresas de menor porte da cadeia de petróleo e gás é considerado tímido
São Paulo - A forte demanda por financiamentos na cadeia do petróleo deve fazer com que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) amplie o volume de recursos disponíveis para empresas fornecedoras de bens e serviços do setor. A intenção do BNDES, conforme anunciado em setembro de 2011, no lançamento de um pacote específico para a cadeia de petróleo e gás, era disponibilizar R$ 4 bilhões até dezembro de 2015. O montante, contudo, deve ser alcançado antes desse prazo.
De acordo com o chefe da área de petróleo e do departamento de gás na cadeia de Abastecimento do BNDES, Ricardo Cunha da Costa, o banco de fomento já possui em carteira financiamentos no total de R$ 3 bilhões. Apenas neste ano, a previsão do BNDES é desembolsar R$ 750 milhões, número que subirá para R$ 1 bilhão em 2013. "Se esse ritmo continuar, vamos superar os R$ 4 bilhões antes do prazo", afirmou Cunha, para em seguida afirmar que mais recursos podem ser disponibilizados para o setor futuramente.
O plano, voltado a atender empresas que fornecem bens e serviços para as grandes petrolíferas, tem atraído companhias locais e também grupos estrangeiros que já atuam no Brasil e buscam alternativas para elevar o nível de peças locais, adequando-se à lei de conteúdo local. Essas empresas conversam com o BNDES na tentativa de encontrar soluções para fomentar a competitividade de parceiros locais.
Outra alternativa já cogitada, mas ainda não viabilizada, é a possibilidade de financiamento no modelo de empresa âncora, no qual uma grande companhia assume o papel de seguradora da operações de financiamento feitas por empresas menores.
O pacote do BNDES voltado para empresas de menor porte da cadeia de petróleo e gás é considerado tímido, mas importante devido à necessidade de financiamento dessas empresas. O banco estima que a cadeia de petróleo e gás investirá aproximadamente US$ 400 bilhões até 2020, sendo mais da metade desse montante desembolsado pela Petrobras.
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